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Um novo acordar!

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*Um pouco mais de quem sou... Nunca pensei vir a encontrar uma tão grande fonte de inspiração num programa da Tvi. Mas foi ao ver o final do "Perdidos na Tribo" que senti o novo acordar de um sentimento, um desejo antigo. Ao ver as lágrimas correrem nas faces de pessoas com uma cultura tão diferente e tão pura, ao despedirem-se daqueles que os visitaram, e pela ligação que criaram, senti de novo esse chamamento para o trabalho voluntário num lugar como este. Onde somos expostos aos nossos próprios limites; onde conhecemos uma realidade que nos abala e confunde; onde devemos ser o "lado forte", onde não há lugar nem tempo (e, penso, no íntimo, nem sequer desejo) para pensar em nós. Onde aprendemos a conhecer-nos de novo, ou pela primeira vez. E onde conhecemos o verdadeiro significado da gratidão, do amor, e da ligação. Da relação desinteressada com os outros. Onde somos de igual para igual, a aprender e a ensinar. Foi assim que construí, sem me dar conta, um plano n...

Dia menos...

Sento-me na cadeira com pé de estrela e as palavras parecem correr. Sempre melhor do que noutro sítio qualquer. Mas hoje apetecia-me falar de coisas negativas. E recuso-me a isso. A cabeça hoje pesa com os problemas dos outros (a dor já levou a tomar um comprimido, coisa pouco habitual). Não se deixa carregar com facilidade, este peso, estrebuchando sem perdão. Toca a aprumar os atacadores do sorriso, vestir os sapatos de baile e sair para um bocadinho com os amigos. Que amanhã logo é outro dia e está fresco lá fora. Quem sabe se amanhã não consigo levantar-me cedo e ir fazer uma manhã de praia...

Hoje,

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talvez pela primeira vez em muito tempo, senti saudades de uma antiga amiga. A única que tive com pés e cabeça, do princípio ao fim, para todo o terreno. Amiga que se julga que vai estar ali para sempre. Com quem desabafamos, a quem ligamos já sem pensar, sem hesitar no número a marcar. E que nos aparece, também ela, em momentos de desespero, sempre contando connosco e a quem acudimos sem pestanejar. Até que um dia, esta pessoa que conhecemos e a quem amamos, como um mapa que nos está colado à razão e nos é querido mais do que nós próprios, desaparece. A esta pessoa dá lugar uma outra, que não conhecemos, e de quem certamente não sabemos gostar. O afastamento é bola de neve, e se já íamos compreendendo mal esta pessoa, aos poucos vamos até criando aversão, sem compreender bem porquê. Reagimos como um animal confuso e encurralado. Feridos pelo nosso próprio orgulho e ignorância do que se passa, somos também nós parte dessa bola de neve, porque queremos a pessoa "antiga" de vo...

Mandei os pés à parede...

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... e arrastei o M. para uma escapadinha de três dias, no nosso refúgio à beira-mar plantado. Com as minhas próprias mãos apanhei sol, banhos bons de mar e sonecas até já não poder mais! Namorei muito, enchi-me de luz por dentro, e de paz... De beicinho, embalei as malas para o regresso, mas voltei mais leve... Cheguei cá acima... ... E já quero mais!!

Outro tipo de amor...

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Uma das coisas maravilhosas na leitura é a capacidade que ela tem de, continuamente, nos deslumbrar através de uma frase, uma expressão. "Ligados por um fio de luz que, mesmo quando distantes, os mantinha unidos. E qualquer um que entrasse na sala sentiria a ligação deles, mesmo estando separados." adaptado de Katherine Vaz em Mariana Esta frase caracteriza aquilo que eu imagino de mais puro no amor. Um sonho que me governa: que o verdadeiro amor é um fio de luz entre duas pessoas, que as une em todos os momentos. Essa luz, quase palpável, é observável pelos outros enquanto é, ao mesmo tempo, invisível. Como um sol só nosso , cujos raios chegam a abençoar as faces dos outros com um toque suave, em contemplação. Esta frase trata, para mim, a constatação de que o amor é algo bem maior do que nós, e que ao existir, continua depois de nós. Fica cá para contar a nossa história. Mesmo depois de partirmos. Nestes tempos de amores e desamores tornados vulgares, superficiais e fict...

Por aqui...

... ouvem-se oldies , para aquecer a alma do vento gelado e inquietante que se faz sentir na zona oeste. Selecção de jazz e soul, ele é Marvin Gaye, James Brown, Nina Simone, Aretha Franklin, Billie Holiday... e depois remata-se com um dos meus favoritos, o delicioso cd " Ella and Louis "! Um banho de boas energias para proteger a alma de tempestades e maus humores. E agora, ir abanar o pezinho e aproveitar a juventude. Enquanto só os pés de galinha denunciam a fase desgastada da alma...*

Espreito sim, mas não é por mal!

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Sempre gostei muito de espreitar casas. Não por coscuvilhice, como diz frequentemente o M.! Sempre adorei ver o que as pessoas escolhem, a forma como organizam, decoram, mostram ou procuram esconder a sua alma. Porque acredito imenso no reflexo que a nossa própria casa (as escolhas que para ela fazemos) é de nós. Às vezes, quando vou de transportes a passar numa zona residencial, entretenho-me a espreitar para o interior das janelas. A observar pormenores ténues como os candeeiros, as cortinas e as cores. São sabores das pessoas, que é delicioso ver. A partir delas cozinho histórias, imagino quem vive lá, como são. Teço histórias para as suas vidas, a partir do seu tapete ou cozinha! Sonho muito como vai ser a minha casinha um dia. Penso muito na escolha de móveis, nas cores e no estilo. Porque adoro o estilo clean de praia, com móveis branquinhos e peças em ferro forjado, por exemplo, mas também sou louca por cores quentes e combinações místicas, com um toque de canela nos móveis, ...