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Comes with the job

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À procura de mim. De uma aceitação. Desejo nada mais do que baby steps , mas efectivos. Ainda que bamboleantes e minúsculos. Mas que não voltem atrás. Estou pronta para começar uma jornada lenta, ao sol. Por terras desconhecidas, de mochila às costas. Nessa mochila trago-me a mim. Tenho de aprender a "chegar-me". A sobreviver assim mesmo. E quando chegarem dias menos quentes, quando a luz começar a deixar-se abafar pelo frio, desejo ter sido formiga suficientemente trabalhadora para aguentar a estação que chegar. E que o sorriso fique de pé. O sorriso de dentro. Ansiosa por sentir esse cheiro a liberdade... Fotografia: Francisco M. Marzoa Alonso @ Ercina Lake

Hoje

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Sinto-me sozinha.  Sei que é necessário, senti-lo. Sei que tenho de passar por isso. E enquanto me debato para não esticar o braço e alcançar os mesmos de sempre, digo para mim própria "Eu chego". Eu sou suficiente. Um é um bom número." ... Mas porque é que o vazio tem de pesar tanto?

Carta de amor

"Quem olha para ela, assim de longe, nunca adivinharia. Nem eu, que a conheço há pelo menos 8 anos, 7 dos quais intimamente, diria tal coisa. É incrível, como num ser tão pequenino consegue caber tanta dor. Por vezes, quando a vejo assim, penso que ela não vai aguentar. Chora com uma tal sofreguidão que a imagino como uma ponte prestes a perder-se das margens, desmoronando-se inevitavelmente. Mas curiosamente, é nos momentos em que a vejo sofrer que dou por mim a ser mais ponderado e tranquilo. Deparar-me com a sua dor é como um choque directo no coração, que me obriga a reagir para a tranquilizar o mais depressa possível. Não suporto vê-la assim, apesar de saber que não me cabe a culpa. Sei que o seu maior inimigo é também a única pessoa com quem pode verdadeiramente contar para se salvar: ela própria. Não imagino o que seja termos de lutar contra nós próprios. Mas vejo-a travar essa batalha diariamente, confrontando-se com diferentes "eus". V...

Um novo princípio...?

Quero mergulhar em sol... quero abandonar os receios, despir defesas e deixar-me banhar pela sensação de bem-estar, que em mim costuma ser frágil. Sempre breve demais e por vezes ilusório, superficial. Mas há pequenos "nadas" aos quais me agarro. E de um deles vos falo hoje, pondo as mágoas de parte. Talvez esse exercício fortaleça a fragilidade - seja lá o que isso for! Agarro-me ao sonho de ter uma casa. Apago as televisões e rasgo os jornais, onde se repetem as crises e as teorias de que o mal só agora começou. Ponho os auscultadores e banho-me em " oldies ", fugindo às vozes pessimistas que apregoam apenas as más políticas e que sem querer me arrastam para um universo negativo de "não consegues" e "não vale a pena tentar". Escolho afastar-me das vozes sujas de más energias. Penso num pequeno jardim. Penso em cultivar as minhas ervas aromáticas - aquelas que uso para cozinhar, como o manjericão, o alecrim, a alfazema ou os coentros. Penso ...

Ainda acredito...

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Deixo-me dominar pela sensação de que uma cara maquilhada, um cabelo loiro bem tratado, embora artificiais, são imagens bonitas. Saio à noite e vejo jovens com mais promessas do que roupas vestidas. Muitas se abastam de confiança (numas mais transpirada do que noutras) e atiram sorrisos à noite povoada dos mais variados intentos. Vestem-se de moda, muitas vezes mais do que vestem o que faz sentido nelas. Cheias de si, penso eu. E que bom que isso deve ser. Múltiplas cabeças se viram perante pernas despidas e cabelos claros. Em especial os esticados. Mal imaginam os homens a chatice que dá; o quanto estraga o cabelo! Mas continuo a perder mais tempo a admirar uma cara lavada. Uma pele bronzeada do surf, um sorriso bonito e um cabelo natural. Uma covinha na face, uma mão de dedos longos, de unhas limpas. E a confiança natural de quem gosta de si. Sem capas. Sem artifícios. Sem meias verdades. Há apenas verdade, num rosto que já acorda bonito. Nu...

Só agora...

Só agora consegui sentar-me aqui, a olhar para dentro. Até aqui o ritmo da casa não o permitiu. Nem as pessoas à minha volta. A preocupação com quem não se está a sentir bem. Nem os telemóveis ou semelhantes formas de comunicação... Tudo isto porque não tenho um espaço para mim. Uma casa, um quarto (pelo menos não verdadeiramente, embora o tenha literalmente), um recanto. E também porque não sei impôr barreiras. Deixo que sejam invasivos, que ultrapassem os seus limites e se acomodem confortavelmente em cima dos meus. Continuo a sonhar com esse cantinho, que nem na minha cabeça consigo desenhar. E depois atinge-me. Porque é que nunca estás contente com nada? Passo mais tempo a pensar nas coisas tristes. Tenho mais ataques de mau humor do que bom humor. Agora que encontro espaço nos silêncios que invadiram a casa, e a minha cabeça... dou ironicamente por mim a não conseguir pensar! À medida que os barulhos corriam e me atropelavam, dia fora, eu só pensava em trancar-me a escrev...

Acontece que te amo

De quando em quando, dou por mim a ser uma besta! Hoje apercebi-me de mais um desses meus actos, quando olhei para os teus olhos verdes maravilhosos raiados de vermelho, e percebi que tinha sido eu a causa da tristeza que saltava da tua alma e te repicava o rosto. Era a mim que se devia a dor no teu olhar. E quando teimei em dizer que te amava tal e qual tu és, desviaste o olhar, como se não acreditasses em mim. Nessa altura percebi o animal que sou, ou que consigo ser. Porque ando tão preocupada em te espicaçar para seres mais feliz, para fazeres coisas novas, para não te acomodares, para lutares por ti, que fiz com que tu começasses a sentir que quero mudar-te, que quero transformar-te em algo que tu não és. E que não te amo pelo que tu és na verdade. Mas eu amo-te, tal como tu és, tal como te conheço... posso provar-to? O M. que eu conheço é preguiçoso, é noctívago, gosta de perder tempos infinitos com jogos e tem a mania das rotinas. Passo a vida a refilar conti...