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Onde andam as mariolas?!

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Talvez eu andasse a ver mal a coisa. Vai-se a ver, e afinal não percebo nada de relações! É que as "credenciais" da psicologia, aos olhos dos outros, preparam-nos necessariamente para compreender todo e qualquer género de interacção humana... mas isso é falso! Na verdade, alguma aptidão, levedada com os conhecimentos adquiridos e a experiência, permitem-nos eventualmente um olhar mais treinado e apurado sobre as cores da natureza humana. Mas nunca quando o coração está metido ao barulho! Isso cega-nos, impede-nos de distinguir as cores... se quiserem, na hora de analisar crítica e cinicamente uma relação que nos é próxima, tornamo-nos daltónicos! Sem querer entrar em desculpas, nem em reparos, mas eu quero ser feliz! Ando eu em busca das minhas mariolas (conjuntos de pedras empilhadas; método utilizado no norte do país, para assinalar trilhos), dos meus riscos pintados na pedra (outra forma de assinalar trilhos) para me orientar... quando me apercebo de que, faça o que fize...

It's a leason learning time...

Os dedos de luz que atravessam a janela enfiam-se incomodamente nos meus olhos, atravessando algo mais, cá por dentro. Um desentorpecimento necessário, ou ao bom jeito dos americanos, wake up call . Não será a diferença do linguajar que fará diferença neste caso, uma vez que o importante parece ser a natureza prática e física da coisa. Abre a pestana, querida . "(...) Each time I find myself flat on my face, I pick myself up and get back in the race (...)" (oxalá eu conseguisse ser mais rápida a fazê-lo...) De falta de coragem se faz muitas vezes a inércia do corpo e da alma. Parta-se da explicação metafísica de como é que as forças que se anulam mutuamente (li algures): parece que afinal todos os corpos, celestes ou não, são preguiçosos. Um indivíduo franco chamar-lhe-ia cobardia; um psicólogo chamar-lhe-ia apatia, ou fadiga. Eu não sei que lhe chame, mas chateia-me, esta moratória, este tempo de espera entre o que a cabeça sabe que tem a fazer (ou o coração, será?), e a ass...

Um dia atabalhoado em Lisboa

Ora por onde começou esta viagem... ah, já sei, por uma incursão à Praça da Alegria. Ia lá para procurar uma escola de dança de que tinha ouvido falar. Qual não é o meu espanto quando chego à Praça, e vejo tudo menos... alegria. Coisinha mais cinzenta e tristonha, credo. Albergava tudo menos gente alegre, e as suas vibrações eram tão negativas que me pus a andar dali para fora assim que pude. Esquece lá a dança... Para ir à Praça, eu tinha deixado o carro no início da Avenida da Liberdade, pertinho de um hotel de luxo cujo nome não preciso de pronunciar (até porque não me lembro). Adorei o facto de um lugar ter vagado para mim quando eu ia a passar, deu imenso jeito. Mas giríssimo foi sair do carro para ir pôr moedas no parquímetro e ver, a rodear o meu "Bogas", coisas humildes como Mercedes, BMW e Audis por todo o lado... não consegui ver um único carro que não me exigisse vender o corpo por largos meses para poder comprar a sua entrada. Isto deu-me que pensar: "boa, o ...

Uma das muitas razões porque me sinto a enlouquecer

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Porque consigo aspirar a dúvidas sobre se te amo. Sobre se me amas. Nada poderia fazer menos sentido. Temos tido momentos menos bons. Refilo contigo. Tu não tens paciência para mim. Apetece-me chorar. Muito, às vezes. Penso em desistir de tudo. Deixo-me absorver pela noção de que não sei quem sou. Deixo, repito, deixo que se apodere de mim este nevoeiro de tempo sem definição, em que eu não sou nada e me misturo com essa confusão de linhas e sombras. E tu já não me podes ver assim. Fazes tudo para me ver sorrir. Mas às tantas, já eu vou às tuas costas para estar bem. Constantemente. E tu sentes-te cansado. E com razão. Ninguém pode carregar com outra pessoa para sempre. Não só não é possível, como não é justo, nem bom para nenhum dos dois. E só agora, ao ver-me cair das tuas cavalitas, ao ver-te cair exausto ao chão, e a pôr tudo em causa, me apercebo de que andei à boleia este tempo todo. Porque todos queremos viver felizes para sempre. A todos nos cabe esse direito. O de sonhar e d...

Porque os nossos dias deviam ser cheios de pequenos P.S.'s!!

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** P.S.: Sabes como é que eu sei que te amo? Por causa da forma como me sinto quando estou ao pé de ti. Pela pessoa que sou contigo! Fazes-me sorrir... =)*

Sei que... mas quero voar. Por favor.

Descalço-me. Mergulho no chão os pés nus. Deixo-me arrepiar pela sensação súbita do frio que me quer acordar. Fecho os olhos e espero o som da porta da rua a fechar-se. Silêncio . Há um compasso de espera. Como se a confirmar que é real. Suspiro inconscientemente, com o corpo todo. Sinto-o relaxar. Só agora... Precisar de estar só . Uma sensação que eu não compreendia. Que me era estranha. E que agora me atinge como uma mão que impede de respirar, constantemente. Não sei sobreviver de outra forma a esta onda. A este torpor e a esta ganância da alma. Quero silêncio. Quero poder ouvir de novo o meu coração a bater. Mais do que ouvir-me, escutar-me. Escutar o meu som. Vivê-lo, curti-lo. Sabendo quem sou, isto é muito bom! Habituada a precisar do ar de outrém. A desesperar pela mão sempre próxima, ao afago constante. Dependente. Isto é, portanto, maravilhoso passo. Redefinição. Mudança. Transformação . E no entanto, pareço viver a vida em constante e ininterrupta mudança. Pareço lagarta q...

Como se estivesse prestes a desaparecer...

Não consigo escrever... Preciso que olhes para mim. Preciso daquele brilho único nos teus olhos, que faz o mundo parar! Como se eu fosse o teu mundo. Preciso daquela falta de ar, daquela sensação boa na barriga. Ainda te lembras de como é?! Não quero perder isso... não te quero perder! Quero de novo as tuas mãos gulosas, a tua paixão a picar-me na boca, por entre beijos. Quero os teus olhos deliciados, e quero, mais do que tudo, a tua gargalhada. Sabes que essa é mais rara do que aquelas pedrinhas do fundo do mar? E é tão mais bonita... quando tu ris, fazes-me ressonância no corpo, na alma, como se fossem cócegas macias... e só me quero rir contigo, ir contigo nesse barco e desaparecer... Também és o meu barco para fora da realidade... e eu quero tanto embarcar contigo. Quero sonhar nos teus braços, onde posso deixar de ter medo. E quero ser a mulher de quem tu precisas. Aquela mulher que está sempre segura no seu lugar, feliz, sorridente. Que canta como um passarinho sem medo. Aquela ...