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Equilíbrio. Liberdade.

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Não me chega passar pela vida... quero deixar rasto! Não quero limitar-me a pousar pegadas na areia molhada, entre infinitas outras... quero poder olhar para trás e reconhecer o caminho que fiz, com um sorriso. Quero ver o dia-a-dia, e saber que faço algo diferente de mim própria. Olho para as minhas cores, e sei que são bonitas. Percebo que consigo deixar o rasto de um arco-íris, porque eu sou de tantas cores... Há dias em que nos sentimos tão pequeninos... mas é preciso aprender com esses ritmos menos bons. "Uma fase má, não... uma fase menos boa." E vou afastar-me da sombra quando precisar de sol. Mesmo que isso implique lágrimas. E vou encostar-me à sombra das árvores quando quiser passar discreta na luz do dia. Vou buscar outras cores, outras tintas, e vou pintar o meu mundo com elas. Se me fazem bem, e se transmitem o que sinto, porque não? Vou cantar mais alto. Como se ninguém pudesse ouvir. E vou dançar. Porque me apetece. Eu não tenho nada. Não levo nada. Comigo. A ...

Dia. Com amor.

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Aqui, nas esquinas dos dias, deixo-me ficar, preguiçosa, a ver as horas a passarem. Não penso demais, vou-me deixando apenas a sentir. Estou ainda algo dormente, como se esperasse o verdadeiro despertar. Como se ainda fosse um sonho, este picar do sol, este ritmo e estas rotinas. No sábado, tive a minha Benção das Fitas. Tive uma manhã formidável. Junto das amigas de curso, dos pais, do companheiro. Foi um dia de volta de mim. Com abraços, lagrimitas, orgulho. À noite estive com um grupinho especial. Os companheiros que vão batendo estrada comigo, dia a dia. As amigas que lutaram comigo ao longo de cinco anos. No fim do jantar, numa esplanada inventada no meio do Bairro Alto, em conversa animada, tive uma inspiração. Escrevi a fita preta, num ápice. Onde devemos escrever tudo o que desejamos que seja em seguida queimado. Arrumado... Queimei esta fita depois de a ler aos companheiros desta noite. Um momento íntimo. Lágrimas. Desfecho. E uma noite maravilhosa depois disto. Cheia de garg...

Liberdade. sou eu. e todos nós.

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Hoje, escolhemos pensar. Escolhemos como queremos olhar para a vida. E eu olho para ela com um sorriso. Sou livre para escolher, e sou livre para falar e sonhar... Não acredito nos exageros que nos apontam no caminho de volta à ditadura. Acredito que quem viveu antes de 1974 sabe que verdadeiramente hoje somos livres. Com pontilhados mais à esquerda ou à direita, mas indiscutivelmente somos donos de nós próprios. Ou eu não poderia estar aqui a escrever isto... Por isso, hoje vesti-me orgulhosamente de pontilhados vermelhos. Porque sou livre de simbolizar a minha liberdade, como qualquer outra coisa, desde que cultive o respeito mútuo! Acredito que este dia é de todos, não é só de um partido que se mobiliza e organiza mais coisas, ou dum partido que governa. É de todos nós! Pais, irmãos, filhos ou enteados da revolução, somos pessoas, temos direitos (E deveres!), e formas de os fazer cumprir... Acredito num 25 de Abril pela comemoração nacional, unida, de todos, da sua liberdade, conse...

E hoje é só.

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Agito os caracóis. Pinto os olhos com lápis preto. Dizem que me dá expressão ao olhar. Sorrio ao espelho, depois de me obrigar a pôr um vestido. Esperando que a ele venha agarrada alguma confiança. Não parei a manhã inteira, acorrendo a sete mães (/casais/pais) aflitos. A semana que passou foi dura. Talvez a pior do ano. Não tive tempo para mim. Nem para nós. "Para a semana merecemos um jantar, um programa a dois, para celebrar a nossa sobrevivência a esta semana!" Tens razão amor, merecemos! Comprámos uma bicicleta entre amigos, para um amigo que não tem muito a que possa chamar seu. Para que o dia dos seus anos lhe lembre que os amigos lhe deram algo que é só seu. Passeei com o lobito na rua, para descontrair. Fora o facto de ele quase me ter arrancado o braço à vista de outros cães, foi muito bom. Catártico, mesmo. Estou a considerar tirar o pó à minha bicicleta, para começar a trabalhar na gordurinha a mais. Entretanto passo em frente à pastelaria do bolo de morangos com ...

Hoje partilho.

Nas rugas se descobrem os passos da nossa vida. Se fomos mais risos, preocupações ou inércias, é algo que a pele não deixa esconder. Parece que até a falsidade deixa um cheiro demasiado ligeiro no canto da boca. Prefiro os raios de sol espraiados desde o cantinho dos olhos, e a meia lua marcada nas bochechas: diz-me mais sobre uma alma! Traz-me mais consolo uma alma desconcertante, desafinada, que se desenrola à minha frente como um novelo, deixando nós apertados à sua passagem, do que um pássaro quieto, que não canta à madrugada. A primeira é o caminho improvisado que nos diz quem somos, e o desafio de tal caminhada molda-nos, como uma peça de barro, que começa igual às outras, e depois, consoante as mãos que o destino lhe faz calhar, assim será a metamorfose da nossa essência. Hoje, arrumava os livros na prateleira, e deparei-me com o livro que inspirou a criação deste blog, há mais de cinco anos. Chama-se Viagem Espiritual, e é do Nicholas Sparks e de Billy Mills. Foi ao ler este li...

Exercício sobre mim.

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Inspirada em exercícios de imagética e relaxamento, há dias relembrados com uma colega sábia destas coisas, calculei que alguns caminhantes desta página tenham dias menos bons. Assim, lembrei-me de vos escrever um pequeno exercício, brincando com as palavras, que vos faça descontrair. Venham viajar comigo por um bocadinho... Arrebitem a cabeça para o sol que vos vem espreitar pela janela. Lembrem-se de sorrir quando o vêem, porque ele está a sorrir para vocês! Endireitem-se na cadeira, e sintam a vossa pulsação. É a vida, a vossa energia a pulsar dentro de vós. Sintam-na na respiração, devagar. Não tenham pressa e passeiem com a vossa respiração: para dentro, inspirem as coisas boas, a força. Para fora, expirem as coisas menos boas, as tristezas e as mágoas. Sintam-se então primeiro esvaziar de mágoas, e depois encher de energia, de luz. Imaginem mesmo o caminho do ar pelo vosso corpo, a encher-vos devagar, e que nesse ar navega luz, alegria. Podem até sentir que entram com ele, e sint...

Beijo o sol

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Caio no teu abraço. E no espaço de um beijo, há tempo para refazer a nossa história, nos teus olhos. Ainda sinto só a brisa do teu cheiro, a brandura do beijo que está para chegar, mas já o calor me belisca a cara, involuntariamente me faz fechar os olhos e torcer um sorriso, sem que eu consiga evitar. Como a madrugada perfeita. É então, na ternura dos teus olhos a fechar, que revejo a história de uma flor beijada pelo sol. De noite, às escondidas. A flor sorriu, riu. Gargalhadas soltou, a flor. E com paciência esperou por cada novo dia, cada beijo. Posso beijar o sol. É só fechar os olhos, e o calor invade-me. Sabes que mais?... ...é uma história tão bonita...